Alice brinda não mais com chá de cadeira

A segunda-feira que não começa com peso de uma segunda-feira e termina com o alívio e a certeza de que as coisas caminham para um rumo, senão certo, ao menos melhor.
Que seja assim, leve e surpreendente, todas as segundas-feiras que estão por vir.

Alice e seus amigos comemoram a segunda-feira coruscante.

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Aliceteração

Alice alivia os dias em livrarias onde escolhe livros de leituras leves. Levanta lívida, vívida, quase levitando, quase livre. Sai no limiar do dia apenas para ver os lírios no campo da imaginação. Quem vê Alice passar sem pedir licença, lépida e intrépida, não imagina as muitas vezes em que é tão leviana. Do linóleo não se lembra, pois não guarda lembranças do seu lado libertino em épocas já longínquas, menos lúdicas do que gostaria. Do limbo ao livre arbítrio, Alice alitera, sem literalidade ou propriedade, o significado da sua própria alienação.

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Poor Alice

Alice ganhou um dinheiro extra pelas aulas que dera no mês passado. Feliz com a possibilidade de finalmente ter alguma quantia para guardar – pensou nas férias, o maior investimento daquele ano -, surpreendeu-se quando foi esquentar a comida da cachorra no microondas e essa voltou fria. Alice ganhou um dinheiro extra e vai investi-lo em um novo eletrodoméstico. Alice odeia a vida adulta que lhe resta, que lhe obriga a trocar passagens aéreas por eletrodomésticos, e não quer mais brincar se tem que ser assim.

 

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<3

And the Earth becomes my throne
I adapt to the unknown
Under wandering stars I’ve grown
By myself but not alone
I ask no one
But I’ll take my time anywhere
Free to speak my mind anywhere
And I’ll redefine anywhere
.
.
.
Próxima (quase primeira) tatuagem definida.

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Do amor

Ontem no telefone com minha mãe:

– Filha, amanhã é dia das mães, você vem almoçar?
– Então, eu…
– Por que você sabe a importância que eu dou para o dia das mães, né?
– Sei, por isso que eu não vou descer para almoçar com você.

Daí nós duas rimos bem alto, porque o amor que sentimos uma pela outra não precisa de um segundo domingo de maio.
 

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Da juventude

Eu vejo foto postada por uma amiga da escola em que ela aparece abraçando um homem de cabelo branco, e eu me pergunto: será esse aquele irmão que peguei certa vez e disse que chamaria meu filho de Poseidon, só pra chocá-lo?

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Conclusão

A vida só não é uma puta por que puta ganha honestamente.

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