Category Archives: Vida na agência

Das despedidas

Embora não fosse surpresa, o abraço final apertou o coração de Alice. O resto da tarde foi melancólico, cabisbaixo, sem sal. Pensa quão estranho é se despedir de alguém quando ignora-se o tempo do próximo encontro.  Mas uma vez que detesta despedidas, Alice disse apenas “até mais” e não um impossível adeus.

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Alice brinda não mais com chá de cadeira

A segunda-feira que não começa com peso de uma segunda-feira e termina com o alívio e a certeza de que as coisas caminham para um rumo, senão certo, ao menos melhor.
Que seja assim, leve e surpreendente, todas as segundas-feiras que estão por vir.

Alice e seus amigos comemoram a segunda-feira coruscante.

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50 é o novo 30

“Baby boomers continue to redefine our culture, because there’s just so many of us, we’re used to being the center of attention. Add into that the fact that we’re living much longer and careers are becoming more flexible and it’s pretty clear that in just about every cultural respect, fifty year olds are living, acting and looking more like thirty year olds every day. This changes more than personal financial planning. It changes the marketing of every service and product aimed at consumers–and yet most traditional advertisers are stuck in the mindset that thirty is the end of your chance to find a new customer or build a new brand.”

Do blog que todo marqueteiro deveria ler.

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Apenas buscando engajamento

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;D

 

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Vida na agência

Era hora do almoço e o telefine do vizinho tocava. No sexto toque me levantei e atendi.

– Agência XPTO.

– O fulano está?

– Não. (caso contrário ele teria atendido a porra do telefone)

– Ele foi almoçar?

– Sim.

– Eu ligo depois.

Aí vem o inevitável arrependimento de não ter dado uma resposta mais estúpida porque né, meu vizinho de baia não me entrega a programação do dia dele pela manhã, de modo que eu nem sabia se ele estava mesmo almoçando, em uma reunião ou apenas cagando no banheiro. Sentei e fiquei dois minutos me sentindo péssima pela falta de sagacidade no momento do diálogo. Eu sempre opto por ser escrota quando tenho essa chance, e fico puta quando perco uma.

Menos de quinze minutos depois, o telefone dele tocou outra vez. Comemorei internamente. Deus era bom; aquela segunda ligação era um claro incentivo divino à minha grosseria elegante. Infelizmente meu ramal também tocou, avisando que o almoço tinha chegado.

Conclusão: deus é só um filho da puta mesmo.

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Dos piores jobs

Tamos aí com o job mais empacado da galáxia. O briefing chegou cedo, mas como de costume, as coisas só começam a andar quando o prazo aperta. Ok, estou sendo injusta. O briefing sempre chega pra ontem e esse foi uma baita exceção. Talvez seja só o costume de deixar tudo pra última hora – se bem que nesse caso a culpa toda é do cliento. Sério, o cara desistiu de um roteiro (antes havia desistido de outros dois) quando o vídeo já estava em produção. Enfim, só alegria.

A minha parte no job era arrumar o youtube, ajudar na arquitetura da Fan Page e traçar o conteúdo editorial. Bem simples, não? Não. Então perguntei pro atendilento quais eram as campanhas do cliento e quais iniciativas a empresa tinha (Sustentabilidade? Cultura? Algum patrocínio de evento?).

– Pois é, não eles não têm nada.

– Bom, então me arruma aí algumas promoções, alguma coisa de varejo mesmo que eu me viro.

– Então, o cliento não quer falar sobre isso.

– Sei, tá ficando difícil.

– Apela pro lado emocional, sabe? Faz uns textinhos colocando a marca como potencializadora da coisa toda.

– …

– Ah! Me lembrei do patrocínio do festival XPTO.

– Vai ser quando?

– Não, o último foi em 2007.

– Não serve. Mas enfim, vou ver o que eu consigo.

Daí recorri ao último recurso, minha coordenadora de conteúdo. Expliquei o problema, a falta de insumo e tudo o que dificultava o job. Mas tive uma ideia meio salvadora. Disse:

– A gente poderia ter uma espécie de bate bola com algumas pesssoas influentes e blablablabla…

– Mas aí vamos ter que pagar, né? Isso não é mídia? Precisaria achar um jeito deles fazerem isso de graça pra gente.

(ronco histérico plus vontade de bater com a cabeça na parede mil vezes perguntando se ela trabalhava de graça) Bom, então o que vamos fazer?

– Faz assim: procura umas notícias que tenham a ver com a marca e coloca de uma forma divertida. Faz uma curadoria de notícias, é isso!

***
Sem mais.

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Vida na agência

Daí toca o telefone da bancada dos meninos mais insuportáveis da agência (que, claro, sentam na minha frente). Toca uma, duas, três vezes. Irritada, eu levanto e atendo.

– AgênciaXPTO.

– É da TAM?

– Não, é da AgênciaXPTO.

– Tem vaga?

– Heim?

– Pra trabalhar.

– Olha, você pode deixar seu currículo no site.

– Qual é o site?

Nesse momento, eu lembro do início da conversa.

– Péra… Cê tá procurando emprego em companhia aérea?

– É!

– Então, aqui é a agênciaXPTO.

– Ah, me desculpe, foi engano.

– Não me dig…

Tum, tum, tum, tum.

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