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Que descolorirá.

E o futuro é uma astronave que Alice tenta pilotar. Mas ele não tem tempo, nem piedade nem tem hora de chegar. E sem pedir licença, ele muda a nossa vida e depois convida a rir.
Ou chorar.

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Poor Alice

Alice ganhou um dinheiro extra pelas aulas que dera no mês passado. Feliz com a possibilidade de finalmente ter alguma quantia para guardar – pensou nas férias, o maior investimento daquele ano -, surpreendeu-se quando foi esquentar a comida da cachorra no microondas e essa voltou fria. Alice ganhou um dinheiro extra e vai investi-lo em um novo eletrodoméstico. Alice odeia a vida adulta que lhe resta, que lhe obriga a trocar passagens aéreas por eletrodomésticos, e não quer mais brincar se tem que ser assim.

 

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Em um mundo cibridista, a criatividade tem que ser coruscante

Mas divago.

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Ah, sim. hoje faz três meses que a gente voltou a ser um casal. Acabou o estágio probatório do Júlio, espero que dessa vez ele não cague.

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Finally Férias

Alice sai de férias e só volta no fim de mês, mas promete posts de Londres, dicas de compras e saudades do namorado.

Beijo tchau.

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Read the directions and directly you will be directed in the right direction

E de repente Alice estava ali, na beira do buraco quase desconhecido. Embora já cansada de todas as vezes que nele pulara, Alice talvez quisesse cair nele só mais uma vez. Por ora, Alice vai ficar só olhando, tentando enxergar o que tem depois do breu. Será muito fundo? Será que termina? Será que vai se machucar? Essa última, a mais perturbadora de todas as perguntas que se fazia. Porque Alice acabara de tirar o último band-aid do coração, e esperava que cuidassem dele antes de tudo.

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Do misticismo

Numa abertura de cartas especiais, Alice tinha, de um lado, dois naipes de espadas e um pajem de paus. Do outro lado, dois naipes de copas e a carta do mundo. Sabia extamente o que aquilo significava. Depois, numa outra jogada, a carta do diabo, o deus Pan, revelava o desejo reprimido da atração física que Alice ainda exerce sobre o Louco, a carta zero. Nem todos sabem, mas o louco é quem nos impulsiona para vida de uma forma destemida e, ao mesmo tempo, desvairada. Ele não mede as consequências e está pronto para cair no abismo, pouco importando o que lhe espera. Em algum momento ela tirou a carta do enforcado, que sugere o sacrifício voluntário para atingimento de um objetivo maior. Mas apenas quem não abriga a covardia em seu coração pode experimentar verdadeiramente o arquétipo do enforcado e colocar-se na posição altruísta que ele sugere. E isso ela sabia não poder esperar de ninguém.

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