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Sorteio de kit com make, esmalte e lingerie!

RÁ!

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Vida na agência

Era hora do almoço e o telefine do vizinho tocava. No sexto toque me levantei e atendi.

– Agência XPTO.

– O fulano está?

– Não. (caso contrário ele teria atendido a porra do telefone)

– Ele foi almoçar?

– Sim.

– Eu ligo depois.

Aí vem o inevitável arrependimento de não ter dado uma resposta mais estúpida porque né, meu vizinho de baia não me entrega a programação do dia dele pela manhã, de modo que eu nem sabia se ele estava mesmo almoçando, em uma reunião ou apenas cagando no banheiro. Sentei e fiquei dois minutos me sentindo péssima pela falta de sagacidade no momento do diálogo. Eu sempre opto por ser escrota quando tenho essa chance, e fico puta quando perco uma.

Menos de quinze minutos depois, o telefone dele tocou outra vez. Comemorei internamente. Deus era bom; aquela segunda ligação era um claro incentivo divino à minha grosseria elegante. Infelizmente meu ramal também tocou, avisando que o almoço tinha chegado.

Conclusão: deus é só um filho da puta mesmo.

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Dear @bjomeliga,

Release Yourself from Your Past!
Wise Jupiter, the planet of truth and meaning, is trine Pluto, the planet of personal transformation. This aspect signals an opportunity to get to know yourself on a deeper level … by delving into your past lives. This look inward — and backward — will help you to overcome the personal challenges that hold you back from reaching your full potential.
Joy and Peace.

PS.:Edgar Cayce may not be around to take your calls anymore, but you can speak with a live psychic astrology advisor about the best ways to move forward.

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Edgar, por que você não vai tomar no seu cu?
Grata.

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Sabe, a coisa funciona assim: você fica constrangida de postar coisas no seu próprio blog por receio. Um medo bobo de que as pessoas te achem chata, repetitiva ou coisa que o valha. Mas a verdade é que isso nem importa. Isso aqui é tão pessoal quanto impessoal e, desde que ninguém te liga pra saber como você está, não faz a menor diferença. Sim, sou dramática, obrigada por notar. De qualquer forma, acho mais bonito ser sincera comigo mesma do que fingir qualquer tipo de coisa. E tem sempre a opção de não ler. Se você tá lendo, é porque tá interessado na minha mediocridade, na minha escassez de argumentos. Há quem recrimine, há quem condene. Eu, de fato, estou de saco cheio de pedir – e esperar – aprovação alheia. É como disse um sábio certa vez: tudo não passa de um jogo em que o xeque mate chegou antes pra você. Pra vencer, basta admitir e dar a vez ao próximo jogador.

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Algumas coisas simplesmente não conseguem passar ilesas ao meu julgamento. Não deveria, eu sei. É que é difícl não pensar que os outros pensam “tadinha, ela deve estar sofrendo tanto, vou ser legal com ela”. Mas o sofrimento acaba, por mais que tentem esfregá-lo na sua cara. Ele acaba.

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Uns três posts atrás eu disse que o mundo era um lugar grande e bonito e com muitas coisas pra se conhecer. Agora eu já acho o mundo um lugar escroto.

Contradição, prazer.

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Your menstruating heart ain’t bleedin’ enough for two

Coisa que eu venho reparando há um tempo é a quantidade de casais felizes que habitam os lugares em que vivo. Fosse só o amor dos amigos que encontraram pessoas bacanas e fazem planos pro futuro, ok. Eu fico feliz pela felicidade alheia. O fato é que casais felizes brotam no meu dia a dia do nada  e nos lugares mais improváveis. Desço pra comprar cigarros e tá lá, um casalzinho se amassando e sorrindo no meio da quadra. Outro dia parei no Graal da Bandeirantes pra comer uma coxinha antes de ir pra terapia. Olha, quem mais para no Graal exceto ônibus de excursão? Um casal feliz, é claro. E para justamente num daqueles dias em que se carrega os cacos por aí. Casais surgem no ambiente de trabalho e a gente pega os olhares apaixanados vez ou outra quando eles se cruzam no corredor. Tem sempre o elevador também. Moro no décimo nono e já quis saltar num andar qualquer só pra não passar pelo constrangimento de ver um casalzinho feliz se beijando enquanto sobe. Ou desce. Sei que existe uma lei (?) que explica esse tipo de acontecimento. É como ficar grávida quando não se quer estar grávida. Se você engravidar, começará a ser perseguida por mulheres barrigudas e carrinhos de recém nascidos. E é sobre isso que a lei fala. Estando numa situação pouco amistosa, ela te cerca por todos os lados. Daí que tem sido assim, a cada esquina dobrada estará lá um casal feliz e apaixonado tentando provar sua incompetência afetiva.

O lance é que por mais que eu tente evitar, cada vez que me vejo diante dos casais felizes só consigo pensar no dia em que aquele amor todo vai acabar. Imagino o sofrimento de um ou de outro ou de ambos ou de nenhum, mas me parece pouco provável que aquilo dure até que a morte os separe. Não é uma questão de desilusão, descrença, inveja.  Não torço pra isso e nem cogite me chamar de mal amada. Deixo você me chamar de louca, que seria tão ruim quanto vez que não há qualquer loucura nisso. E de verdade, eu curto o amor. Sempre fui a maior partidária dele, taí Camila que não me deixa mentir. E eu também acho que as pessoas devem se beijar na rua e trocar sorrisos e fazer babaquices quando estão apaixonadas. Mas por ora, adoraria que os casais bonitos que surgem no meu caminho fossem automaticamente transformados em garrafas de vodka.

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I cannot stop giving. I’m thirty-something.

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Preciso parar de beber enquanto escrevo. Ninguém precisa de tanto texto ruim no currículo.

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