Category Archives: Blindness makes me happy

<3

And the Earth becomes my throne
I adapt to the unknown
Under wandering stars I’ve grown
By myself but not alone
I ask no one
But I’ll take my time anywhere
Free to speak my mind anywhere
And I’ll redefine anywhere
.
.
.
Próxima (quase primeira) tatuagem definida.

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it’s the end of the world as we know it. and i feel fine

E se tudo vai mesmo acabar amanhã, vivo o último dia como vivi todos os últimos: em casa, sozinha, bebendo. Mentira, troquei a bebida por barbitúricos. Achei mais romântico para o final do mundo.

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Mas é só por que a infelicidade vicia e te mata como qualquer outra droga. Nesse afã de ser feliz custe o que custar, a gente se perde. E acorda viciado na infelicidade, que me parece tão mais fácil, pelo menos agora (embora não seja, acredite).

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O pior tipo de vida que se pode ter é aquele em que a gente precisa rir quando se quer chorar. Eu nunca fui tão infeliz, apesar das coisas felizes que me rodeiam.

 

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What’s my age again?

Ainda preferia quando eu me sentia livre pra falar das angústias lá naquele outro blog cheio de mágoas e tristeza – cujo endereço apaguei, mas os arquivos continuam aí, firmes e fortes – do que esse que ninguém lê. Eu gostava dos likes no reader, dos comentários e do apoio de pessoas com rostos desconhecidos. Eu preferia reclamar dos fulanos e da falta de atenção e cuidado que me eram dispensados. Mas agora dá vergonha, dá um certo desconforto e um pouco de medo de “ferir” quem nada tem a ver com o pato. Eu gostava de ser dramática muito mais do que inventar diálogos nas noites em que o Faith No More é minha maior companhia. Engraçado como chegamos num ponto onde nos sentimos desconfortáveis pra falar até com aqueles que supostamente são seus melhores amigos. Aí ficamos de risadinha, de gracinha, de tititi enquanto o coração quer explodir. E é engraçado como a gente aprende a fingir. É engraçado – senão bizarro – como aprendemos a ser felizes no matter what. Deixei pra trás coisas importantes pro meu trabalho por não saber mais lidar com aquilo. Deixei de rir com o compartilhamento alheio por não querer me irritar com os S2 daqueles que não passam de belos punheteiros. Se não podemos evitar que os outros nos machuquem, evitemos nos machucar, pois. Há tempo não tenho mais vontade de enfiar o barbeador no pulso só pra ver até onde a loucura permite chegar. Hoje levo a mesma vida que alguém de 70 anos levaria, caso ela fosse economicamente produtiva. Acordo, vou pra agência, me fodo, volto pra casa, durmo. Em um looping infinito. Só que se você me perguntar se estou infeliz, honestamente eu respondo que não. Tampouco estou feliz. Vou lidando com essa coisa morna e quase insuportável que é a rotina de se estar sozinha de verdade. A gente junta as peças, vai construindo o quebra cabeça e vez ou outra engole palavras mais ásperas que o necessário, ditas por que você, de repente, não sabe mais se comportar socialmente, ou porque acha que tem liberdade de agir com impulso e compreensão.

Naquele dia eu não sabia quantas coisas estava perdendo. Não imaginava que fosse perder tanto. Ainda assim, acordei todas as manhãs e olhei a vida de uma forma mais ou menos míope, mas que me permitiu andar até aqui. Não sei contabilizar o que ficou pelo caminho e nem sei contabilizar o que eu ainda tenho, caso realmente ainda tenha algo ou alguém. Sei que sinto falta daquela liberdade de escrever o que eu quero, de ser o que eu posso e de dar o que eu tenho sem nenhum pé atrás e sem ninguém que suspire mais alto como se tivesse que me carregar por aí.

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Here comes the fear

Não sei muito bem como explicar isso. Talvez seja só uma sensação boba, descabida e infundada. O fato é que ando com um medo. Medo de estar com uma doença terrível e sem cura, medo de sangar pelo nariz no meio da agência e coisas assim. Ando com muito medo de ter uma nova crise de depressão e destruir esse pouco de lucidez que eu juntei outra vez. É que é difícl lidar com a mesma perda inúmeras vezes. E os remédios parecem não ter mais o efeito jóia do começo e chorar antes de dormir volta a ser uma rotina que eu realmente não queria mais. E tive que segurar uma crise de choro porque estava na frente de pessoas que eu não sei se ainda são daquele tipo de amigos pros quais você pode chorar compulsivamente sem ser julgada, seja de felicidade ou de tristeza. Ou ambos. É incrível como cada coisa que eu vivo parece esfregar na minha cara uma decisão muito difícil que eu tive que tomar tempos atrás e, embora eu não seja a única envolvida, parece mesmo que fui a grande culpada. Como tal, as consequências ruins são suportadas só por mim. Eu quis perceber algums sinal de arrependimento no seu comportamento ontem, mas não vi nada. Pelo contrário, me pareceu ter um certo alívio. Mas não há mais nada qu eu possa fazer, essa é a grande verdade. Eu fico lutando contra um tiro tomado pelas costas quando a única coisa possível seria aceitá-lo e deixar que tudo morra de uma vez.

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As de espada

– Então minha querida, o que tem pra você é uma promoção em breve. Você vai ganhar mais.

– Hum, que bom. Quando?

– Ano que vem. Fevereiro ou março. Você mudou de emprego recentemente?

– Não. Mudei de área.

– Parece ser um lugar mais divertido.

– De fato é.

– Mas olha, o seu problema é com os meninos, tá?

– Tell me something new.

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