Category Archives: Am I going insane?

Três dias antes de morrer, Alice contou que andava intrigada com as coisas que ouvira, com o mundo e seus arredores. Não sabia em que país estava nem que ano era, tampouco o dia da semana. Fazia sol ou chovia, tanto fazia.  Alice andava intrigada e quando estava assim esquecia do tempo. Longos minutos que se arrastavam. Até que o coelho chamou a sua atenção para os últimos acontecimentos.

Então Alice para e olha ao seu redor. Enxerga computadores, emails, redes, tasks, páginas, extensões e aplicativos. E todas aquelas palavras e releases.

Alice nunca estivera tão feliz.

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Tudo que se vai em uma noite de domigo, em outra noite de domingo pode voltar.

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Três de Copas

– Mas eu vou conseguir sair dessa situação?

– Fica na sua. Não fala nada que isso aí vai passar batido.

– Entendi. Posso perguntar se foi a fulana?

– Pensa nela e vira uma carta.

*vira uma carta*

– Há, olhaí um três de Copas! Foi ela mesma.

– Que cachorra…

– Mas fica tranquila que não vai dar em nada.

– E ela?

– Que tem?

– Ela vai se foder?

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Em Brasília

Vinte e duas horas e vinte e cinco minutos. Estou cansada demais para dormir.

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4u

I know that actions speak louder than words, but what you didn’t say was louder than anything you ever did.

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Nobody's Heroine

As coisas são engraçadas. Toda a vez que algo triste acontece, parece que o programador do rádio sabe. Enquanto você volta pra casa de madrugada, ele faz questão de tocar as músicas da sua adolescência, como quem dissesse “Lembra que você já passou por isso? Lembra daquele amor tão sofrido que ficou lá, em 1995? Não valeu a pena ter vivido até aqui em vez de ter morrido naquela época?” Ele está certo. Eu dirijo enquanto ele toca Hoodoo Gurus ou Nobody’s Hero (que né, faz todo o sentido, especialmente naquela parte filha da puta que diz When I heard that he was gone I felt a shadow cross my heart) e penso em tudo que já me aconteceu, em tantas vezes que meu coração se quebrou e se refez que chego a ficar puta comigo mesma por estar nesse estado de inércia idiota, chorando em plena Paulista às três da tarde e sendo consolada por um vôzinho quase mendigo. Ninguém morre de amor, mal aê te decepcionar, caro dramático. Só por que as coisas saíram errado e ainda que eu estivesse fazendo algo errado, mesmo sem saber direito o quê – pois veja, o feedback tá aí pra isso e se bola de cristal eu tivesse, os números da mega sena eu veria – não é motivo pra achar que o mundo acabou. Tantas vezes as coisas foram ruins comigo, de modo que aos 34 anos já deveria saber que essas merdas passam e passam pra sempre. Nem cicatriz fica pra gente lamentar. E sempre existe um poderia ser pior. Perder a perna, um braço ou ganhar queimaduras na cara. Mas né, minha cara continua linda, minhas pernas estão aí e as pessoas ainda olham pra mim na rua. E de vez em quando tem a festa do Garagem pra nos divertir.  E tudo isso que eu escrevi pode ser só o dramim fazendo efeito ou a reação do ansiolítico com a vodka. Felicidade em cápsulas, acho bonito. Não importa. Importante é ter oito horas de sono sem que nem um milhão de mosquitos zumbindo na sua orelha te acordem.

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