Das despedidas, parte II

Eu vi esse post de uma amiga no Facebook se despedindo dos seus 25 anos em duas palavras e dois números, de um jeito que deu para sentir como é se despedir de cada ano que passa quando se tem vinte anos.  Essa década da vida poderia ser representada por uma flor de dez pétalas, em que você faz o tal do bem-me-quer mal-me-quer todos os anos, deixando pra trás lentamente a época que é (parece ser) a sua última oportunidade de errar. Enquanto temos vinte e alguns, estamos licenciados a sermos babacas, patéticos, chorões, mimados, valentes, briguentos, apaixonados, infantis e adultos ao mesmo tempo. O tempo todo. Mas, uma vez atravessada a barreira dos 30, acabou. O mundo (imaginário) vai te cobrar postura, acertos, decisões e “definitismos”.  Vai te cobrar sucesso.
O meu desejo é que todas as pessoas nos seus vinte anos ajam assim. Que vivam essa década como se realmente fosse a sua derradeira chance de “estragar” a vida. Pois quando todos chegarem aos trinta, perceberão, aliviados, que ainda existem mais dez anos de perdão pela frente.

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Filed under Alta Fidelidade, Dead Man's Party

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