Vida na agência

Era hora do almoço e o telefine do vizinho tocava. No sexto toque me levantei e atendi.

– Agência XPTO.

– O fulano está?

– Não. (caso contrário ele teria atendido a porra do telefone)

– Ele foi almoçar?

– Sim.

– Eu ligo depois.

Aí vem o inevitável arrependimento de não ter dado uma resposta mais estúpida porque né, meu vizinho de baia não me entrega a programação do dia dele pela manhã, de modo que eu nem sabia se ele estava mesmo almoçando, em uma reunião ou apenas cagando no banheiro. Sentei e fiquei dois minutos me sentindo péssima pela falta de sagacidade no momento do diálogo. Eu sempre opto por ser escrota quando tenho essa chance, e fico puta quando perco uma.

Menos de quinze minutos depois, o telefone dele tocou outra vez. Comemorei internamente. Deus era bom; aquela segunda ligação era um claro incentivo divino à minha grosseria elegante. Infelizmente meu ramal também tocou, avisando que o almoço tinha chegado.

Conclusão: deus é só um filho da puta mesmo.

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