Do not disturb

Mas nem com todo o esforço do meu corpo, nem como toda a vontade da minha mente e nem com todo sangue derramado em lágrimas sofridas eu conseguiria negar outra chance. Embora devesse e eu sei que deveria. Sonhei com esse dia; sonhei quando aparecerias na porta da minha casa arrependidinho e eu, com todo o meu desprezo e felicidade diria apenas problema seu, aqui já não cabes mais. Só que eu sonhei demais e você sabe que os sonhos, apesar de bons, nem sempre se realizam. Não como esperamos, nem como ensaiamos, tampouco como gostaríamos. Eu não vejo o fim da estrada e a verdade é que ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. E nisso há toda uma liberade de se escrever outra história, com um final diferente (ou não) mas nunca tão dramático quanto o último. Muito menos tão doído. Entenda que essa é a última chance de recolhermos tudo o que foi dito, de deixar pra trás os atos desastrosos e estabelecer a calmaria. Sem arrebatamento, sem insanidade, sem desepero. E que cumpra-se a única promessa feita, de sermos – e nos fazermos – felizes haja o que houver.

Essa é a hora em que Alice guarda suas armas (mas nem tão longe onde não possa alcança-las) e resolve que sim, vai pagar pra ver.

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2 Comments

Filed under Alta Fidelidade

2 responses to “Do not disturb

  1. OMG! Sério!? … Feliz por vc, eu acho.

  2. Marcela Gomes

    Verdade!? E vc, está feliz?

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