A melhor resenha que você vai ler na sua vida sobre o show do Ozzy, obrigada (short version feat. Senhor dos Anéis)

No dia 8 de abril de 2008 eu escrevi a melhor resenha que você leu na sua vida sobre o show do Ozzy. Se você quer saber como foi o show de ontem, leia. Foi quase a mesma coisa. Mas digo isso em termos de set list e firulas do mad man. Ok, ele inovou com a mangueira de espuma e parou com aquilo de mostrar a bunda. Dessa vez a versão de Suicide Solution fez com que eu derramasse algumas lágrimas debaixo da chuva que caia na pista. Ah, e é claro: eu conheci o Ozzy. Ao vivo e a cores, bem na frente dos meus olhos. E eu pude olhá-lo de igual para igual, vez que temos a mesma altura (mas jamais o mesmo tanto de botox na cara). Abracei, beijei, tirei uma foto. Antes de sair do encontro protocolar, ele colocou a mão nas minhas costas e disse “god, you’re so wet” e eu respondi “yeah, it’s rainning men“.

Esse foi o terceiro show dele que eu vi. Óbvio que sempre é foda ver um dos seus maiores ídolos e tal. Mas não me emocionei. Pelo menos não tanto quanto as outras vezes. Nem tanto quanto o final do Senhor dos Anéis. E disso apenas concluo uma coisa: estou velha. Cada vez mais a adolescência me parece distante e eu não sei se gosto desse adulto em que venho me transformando. De qualquer forma, espero ter ficado claro que abraçar o Ozzy foi um dos momentos mais incríveis da minha vida. Não há desdém, tampouco menosprezo o fato. É que eu sei que toda a emoção foi muito mais simbólica. Ela representa todos aqueles anos lá trás onde a gente sentava na calçada cantando suas músicas e bebendo vinho barato. São boas lembranças que eu tenho mas que ficaram lá mesmo, no passado. Parece meio triste falar assim do show de um dos caras mais fodas que o rock n’roll já teve. Juro que não é. Eu só me sinto diferente agora, mesmo que não exista esforço ou vontade disso.

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“Mas como se retoma o curso de uma antiga vida, como se segue em frente quando no íntimo começa-se a entender que não há volta? Certas coisas o tempo não pode curar e algumas feridas são tão profundas que nos acompanham para sempre.
– Sr. Frodo? O que foi?
– Faz quatro anos que fui ferido no Topo do Vento. O ferimento jamais cicatrizou.”

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